Neste preciso momento em que clicava no botão, o relógio começava a contar aquele que é, porventura, o tempo mais inquietante e angustiante para um atleta... O tempo que dura uma paragem forçada para a necessária cura.
Se já é um ato de sabedoria saber quando abrandar e parar de correr, é também um ato de coragem saber desligar e encostar, mesmo que a resistência mental e até física a tal decisão seja forte e que essa teimosia tenha, na prática, resultado em adiamentos inconsequentes de uma inevitabilidade. Quando essa decisão peca um pouco por tardia, como foi talvez o caso, há sempre consequências nefastas e as mesmas implicam, quase sempre, uma contagem de tempo mais extensa do que aquela que seria inicialmente necessária, para voltar de novo a correr. Mas, como diz o ditado, mais vale tarde do que nunca...
Não tenho estado parado, apenas não corro, até porque a cura exige trabalho e dedicação e sei que em breve vou clicar de novo neste mesmo relógio, para voltar a correr! Nesse dia, que será próximo, prometo que se não voltar mais forte, irei dar tudo para tentar encontrar de novo o meu melhor, algo que acredito ainda não ter conseguido. É que meia década depois de ter começado esta aventura, ainda vivo na ilusão de achar que o meu melhor ainda está para vir... ![]()
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Lusavouga Trail Running
Aventuras de Paiva

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