Ultra Trail Serra da Freita 2023 - review


➡️ 31km

↖️ 1700 d+

⏱️ 5h13m45s

🚀 55° Geral (em 364)

🚀 44º Masc (275)

🚀 15° M40 (em 117)

 

Sábado foi dia de ir ao vizinho concelho de Arouca, alinhar numa das provas mais importantes do calendário nacional de trail running e, naturalmente, com a 🔪 nos dentes, seja lá o que isso for. O ano passado, na minha segunda incursão nesta prova, disse a mim próprio que à terceira seria de vez e que iria conseguir fazer a descida final a correr. Mas sábado era impossível, pelo menos para mim, correr em todos os metros da descida... Mas consegui, mesmo assim, correr em alguns segmentos. Um calor quente, sufocante e um upgrade no percurso chamado Coice da Mula, uma novidade exasperante e que psicologicamente abateu uma grande percentagem do pelotão, poucos quilómetros depois do mítico desbaste das Goelas, não permitiu sonhar muito mais alto. Terminar esta prova foi, por si só, para mim, uma superação pessoal, apesar de, felizmente, nunca ter estado no meu pensamento desistir durante a mesma e todos aqueles que o conseguiram, nas 4 distâncias competitivas, merecem os maiores aplausos. E os que durante o percurso decidiram "ficar por ali", também o merecem, pelo exemplo de coragem e de racionalidade que deram, porque a saúde deve estar sempre acima de qualquer meta, anseio, ou desafio. Para esses e para mim também, a Freita para o ano estará lá outra vez, no mesmo sítio, felizmente dificilmente mais agreste e certamente com atletas tanto ou mais determinados como todos aqueles que a visitaram neste fim-de-semana, nos 15km, 31km, 65km e (imagine-se) 100km.

Este desporto dá-nos lições únicas de superação, de exigência e de resistência à dor e ao caos psicológico e físico, mas também nos dá belas lições de companheirismo e de entreajuda. E nos arrabaldes ou em cima da Serra da Freita não há equipas, rankings, disputas, duelos ou escalões etários. Há um exército determinado de atletas que, independentemente das baixas que sofra, está ali, unido, para mostrar à implacável força da natureza que não há praticamente limites para a resistência humana.

Cinco horas e quase quinze minutos depois, resta-me o consolo de, pessoalmente, ter conseguido a melhor classificação das três edições em que alinhei e, comparativamente, como é óbvio, a melhor performance nos trilhos, ainda por cima com as piores condições atmosféricas que lá encontrei. Antes quebrar que torcer...

Uma palavra de enorme apreço para os meus companheiros e companheiras que também alinharam nos 31km e nos 15km. Estiveram todas e todos em grande! Estamos todos juntos na mesma luta, seja onde for, sempre com elevada motivação e empenho máximo!

Um enorme obrigado a todos os que apoiam e patrocinam a Lusavouga ADAP Trail/ Aventuras de Paiva






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